sábado, 8 de setembro de 2012

Estresse Antropogênico

 Os ecossistemas naturais exibem notável resistência ou elasticidade, ou as duas coisa, a pertubações periódicas ou agudas, provavelmente porque estão naturalmente adaptados a elas. Muitos organismos, de fato, precisam de pertubação estocástica (aleatória), como incêndios ou tempestades, para sua persistência a longo prazo. Consequentemente, os ecossistemas podem recuperar-se bem depois de muitas pertubações antropogênicas periódicas, tais como um episódio de poluição ou a retirada de uma safra. Uma pertubação crônica (persistente ou continuada), porém, podem provocar efeitos pronunciados e prolongados, principalmente no caso de substâncias químicas industriais novas para o ambiente. Em tais casos, os organismos não possuem uma história evolutiva de adaptação. A menos que os resíduos altamentes tóxicos, subprodutos atuais das sociedades industrializadas de alta energia, sejam reduzidos, contidos ou isolados de alguma outra forma dos sistemas globais  de manutenção da vida, os resíduos tóxicos ameaçarão diretamente a saúde e constituirão um fator limitante importante para a humanidade.
fonte:   ODUM, Eugene P. Ecologia. Tradução de: Christopher J. Tribe. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1988. 434 p. il. Título original: Basic ecology. Inclui bibliografia e índice. ISBN 85-201-0249-2.

Consequências da antropização no Meio Ambiente "Agroecossistemas"

Os agroecossistemas ( ou seja, os ecossistemas agrícolas) apresentam uma dependência energética de regiões distantes e uma saída que exerce um impacto sobre elas, da mesma forma que as cidades. Ao contrário das cidades, naturalmente, os agroecossistemas possuem um componente autotrófico, verde, como parte integral. Os agroecossistemas diferem dos ecossistemas naturais ou seminaturais que utilizam a energia solar, tais como lagos, florestas etc., em três maneiras básicas:

  1. a energia auxiliar que aumenta ou subsidia a entrada de energia solar está sob o controle do homem, consistindo em trabalho humano e animal, fertilizantes, pesticidas, água de irrigação, combustível para mover a maquinaria etc.;
  2. a diversidade de organismos está  muito reduzida (novamente pela ação humana) para maximizar a produção de um determinado alimento ou outro produto ;
as plantas e animais dominantes sofrem a seleção artificial e não a seleção natural. Em outras palavras, os agroecossistemas são projetados e gerenciados para canalizar uma conversão máxima de energia solar e de outros tipos de energia em produtos comestíveis , através de um duplo processo:

  1. empregando energia auxiliar para executar trabalho de manutenção que, em sistemas naturais, seria realizado pela energia solar, permitindo assim que mais energia solar seja convertida diretamente em alimento;
  2. pela seleção genética de plantas comestíveis  e animais domésticos  adaptados para otimizar a produção nesse ambiente especializado e subsidiado com energia. Como ocorre com todo uso intensivo e especializado da terra, além dos benefícios, existem custos, que incluem a erosão do solo, a poluição pelo escoamento de pesticidas e fertilizantes, o alto custo dos subsídios de combustível e a aumentada vulnerabilidade às mudanças meteorológicas e às pragas.
Aproximadamente 10% da área terrestre do mundo não coberta de gelo é cultivada, convertida principalmente a partir de campos e florestas naturais e também de desertos e brejos. Mais 20% da área terrestre e pasto, destinado a produção animal em vez de vegetal. Desta forma, aproximadamente 30% do mundo terrestre  é dedicado agropecuária. Recentes análises compreensivas da situação mundial de alimentos enfatizam o fato de que todas as melhores terras, ou seja, as terras mais facilmente cultivadas com a tecnologia atual, já estão sendo usadas. Estender a agricultura para terrenos adicionais e menos adequados será muito caro e poderá exigir novos tipos de agroecossistemas.


fonte: ODUM, Eugene P. Ecologia. Tradução de: Christopher J. Tribe. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1988. 434 p. il. Título original: Basic ecology. Inclui bibliografia e índice. ISBN 85-201-0249-2.
















Evolução das Espécies


Evolução das espécies

Galápagos ajudou Darwin a pensar na teoria da evolução das espécies

 A Teoria da Evolução desenvolvida por Darwin correu o mundo e contribuiu  muito para ampliar o conhecimento que os pesquisadores tinham da natureza. Na época, muitos pesquisadores acreditavam que as espécies permaneciam iguais desde que surgiram. A teoria de Darwin derrubou essa crença. Em seus estudos, ele explicava como os organismo se modificavam, ou melhor, como eles evoluíam ao longo do tempo. Sua ideia era que a seleção natural seria o processo responsável por essas modificações.

Seleção Natural

Darwin explicou que ela seria a sobrevivência diferencial entre os indivíduos. Vamos pegar o exemplo de uma ave: os tentilhões de Galápagos, localizado no Oceano Pacífico, e ficou impressionado com o fato de cada ilha, embora muito próximas umas das outras, apresentar um conjunto diferente de espécies.

Darwin percebeu que nas várias ilhas de Galápagos viviam 14 tipos diferentes de tentilhões, cada um com uma forma e um tamanho de bico. 

As formas do bico de cada ave define o que ela pode comer. Se em cada ilha houvesse diferentes tipos de sementes ou inseto, os pássaros de cada ilha teriam diferenças na forma e no tamanho dos bicos. a ideia de Darwin, então, era que essas diferenças nos bicos seriam o resultado da competição pelo alimento.

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Deus X Darwin


 
 
Darwin a luta

O Outro Lado !


DEUS OU EVOLUÇÃO?

Por Ricardo Mamedes
Muito tem se falado sobre a existência de Deus ultimamente. A discussão entre religiosos e cientistas é inflamada. Os cientistas buscam sinais, provas da Sua existência, pois eles lidam fundamentalmente com o “experimento científico”, e este, efetivamente exige provas.
Longas discussões… o ápice de tudo é a criação do universo e o “aparecimento do homem” na terra. Darwin é o grande guru dos evolucionistas. Eles realmente crêem que nós viemos de algo como uma ameba unicelular , evoluímos e, de um simples microbiozinho, nos transformamos no que somos hoje, depois de passarmos pela “seleção natural”.
Os evolucionistas excluem Deus desse processo, porém, não conseguem explicar em que momento da evolução o homem se desvinculou dos primatas, quando se rompeu esse elo. Sempre há um porém…
Os defensores da teoria do big bang, até certo ponto explicam a origem do universo como sendo uma explosão cósmica, que se expandiu e se transformou em tudo: galáxias, planetas, cometas… Caminharam, caminharam. Pesquisaram, perquisaram, até chegar à teoria de que essa “reação” surgiu de uma pequena partícula criadora a que se deu o nome de “bóson de Higgs”. E também excluem Deus desse processo. Porém… sempre há um porém.
O porém, nesse caso, reside no fato que os cientistas não conseguem explicar de onde veio essa partícula! A equação não fecha. A ciência, calcada nas suas leis naturais, não pode admitir simplesmente que essa tal partícula tenha vindo do “nada”. Tudo tem que ter uma explicação lógica, resultado do experimento científico. Aqui, o experimento não deu resultado. Ora, é fato científico incontestável que toda reação pressupõe uma ação anterior. Logo, a ciência não admite que a partícula tenha vindo do nada.
E aí, nesse exato ponto, muitos cientistas se convertem do ateísmo à crença em Deus. Somente a existência do Excelso Criador, o Todo Poderoso explica a possibilidade de criação do universo. A encruzilhada científica remete a DEUS, porque por trás do ‘aparecimento’ do universo é preciso que haja uma FORÇA CRIADORA. E essa força criadora tem que ter VONTADE, PERSONALIDADE. Não poderia ser algo IMPESSOAL. Chega-se então à conclusão lógica, inafastável, irretorquível que essa força criadora é… Deus!
Francis Collins, cientista norte-americano que liderou durante dez anos o estudo do genoma humano, até então um ateu convicto, ao desvendar “o código da vida”, reconheceu a existência de Deus por trás de toda a criação, convertendo-se inexoravelmente ao cristianismo. Em seu livro “A linguagem de Deus” , em certo momento ele decreta:
“É nosso dever levar em consideração todo o poder das perspectivas científica e espiritual para entendermos tanto aquilo que enxergamos quanto aquilo que não enxergamos… a soberba integração entre estas duas perspectivas.”
De tal maneira que resta comprovada a afirmação categórica de Romanos 1:19-20. De fato os homens são indesculpáveis por não acreditar em Deus, apenas contemplando a sua criação, obra perfeita. Sem a necessidade de prova científica ou de qualquer sinal.

Celacanto o peixe fóssil.

 

celacanto

Uma das maiores descobertas da zoologia no século 20 foi feita passo a passo. Tudo começou em 1938, quando um pescador fisgou um peixe diferente no Oceano Índico, na costa da África do Sul. O peixe era tão estranho que foi parar no museu marítimo local. Por comparações com fósseis, chegou-se a uma conclusão fantástica: tratava-se de um ser pré-histórico, o celacanto, originado há 410 milhões de anos e que se imaginava extinto há 65 milhões de anos. Chamada de “fóssil vivo”, a criatura é um parente próximo dos peixes que saíram do mar e se tornaram répteis em terra firme, dando origem, entre outras coisas, aos seres humanos. Mas o máximo que se sabia era sua idade aproximada.
No ano 2000, o cientista alemão Hans Fricke, um dos maiores estudiosos do celacanto, descobriu uma colônia inteira do peixe no fundo do mar, na costa da África do Sul, a mais de 200 metros de profundidade. Foi a primeira vez que se pôde observar vários peixes-dinossauros juntos. Sensores elétricos colocados nos celacantos permitiram estudar seus hábitos, que são bem diferentes dos de outras espécies marinhas e fluviais. Eles têm, por exemplo, um timing único entre os peixes. A cada final de tarde saem das cavernas onde moram, no mesmo horário, para buscar comida – geralmente, peixes pequenos. Também foi possível observar in loco seus movimentos. E os cientistas envolvidos no estudo da evolução das espécies vibraram: as nadadeiras do peixe-dinossauro movem-se de um jeito parecido ao dos braços e pernas dos humanos.
Os celacantos também conseguem levantar um pouco a cabeça, graças a um simulacro de espinha dorsal – como nos mamíferos –, além de terem um rabo largo e comprido jamais visto antes em outro peixe. O celacanto pode medir mais de 1,5 metro e pesar 90 quilos. Os estudos continuam. Fricke e cientistas dos mais renomados centros de pesquisa do mundo agora querem descobrir como o celacanto conseguiu sobreviver ao fenômeno que provocou o desaparecimento dos dinossauros, há 65milhões de anos, e de que forma ele se relaciona com a cadeia evolutiva que deu origem ao ser humano.